Publicado em: 26 de dezembro de 2019

Ostomia e sexo

O psicólogo Gustavo Messineti desmistifica alguns dos grandes mitos relacionados a sexo e ostomia

Toda doença ou procedimento médico carrega consigo alguns mitos. Um deles é que a vida sexual de um casal pode ser abalada completamente abalada, se algum deles efetivar a ostomia. No entanto, há uma série de ações e comportamentos que podem ser adotados nessa situação para reverter esse quadro e proporcional uma vida sexual ativa e completamente normal a um casal. Para esclarecer essas questões, realizamos uma entrevista com o psicólogo Gustavo Messineti: um especialista em sexualidade e com experiência no atendimento a pacientes que acabaram de passar por um procedimento médico.
01 – Quanto a ostomia pode influenciar na relação sexual?
Um paciente ostomizado já enfrentou as fases de identificação de sintomas, investigação, diagnóstico e tratamento cirúrgico, o que por si só já causa grande impacto na libido e vivência da própria sexualidade. A presença de acessórios que vão compor temporária ou definitivamente o corpo de alguém, traz a necessidade de ressignificar sua imagem corporal e adaptações às possíveis limitações. Nesse processo, o indivíduo pode precisar de ajuda, já que surgem questionamentos que o deixa inseguro e eleva sua ansiedade. Em alguns casos, o paciente terá de se abster da relação sexual, por exemplo, em decorrência de seu período de recuperação. Assim, tão logo já se perceba pronto, deve abordar essa questão com a equipe médica.

Ostomia e sexo
By Patricia Cholakov | 18 de novembro de 2016 | Sem categoria | Like | Leave a comment |
O psicólogo Gustavo Messineti desmistifica alguns dos grandes mitos relacionados a sexo e ostomia

Toda doença ou procedimento médico carrega consigo alguns mitos. Um deles é que a vida sexual de um casal pode ser abalada completamente abalada, se algum deles efetivar a ostomia. No entanto, há uma série de ações e comportamentos que podem ser adotados nessa situação para reverter esse quadro e proporcional uma vida sexual ativa e completamente normal a um casal. Para esclarecer essas questões, realizamos uma entrevista com o psicólogo Gustavo Messineti: um especialista em sexualidade e com experiência no atendimento a pacientes que acabaram de passar por um procedimento médico.
01 – Quanto a ostomia pode influenciar na relação sexual?
Um paciente ostomizado já enfrentou as fases de identificação de sintomas, investigação, diagnóstico e tratamento cirúrgico, o que por si só já causa grande impacto na libido e vivência da própria sexualidade. A presença de acessórios que vão compor temporária ou definitivamente o corpo de alguém, traz a necessidade de ressignificar sua imagem corporal e adaptações às possíveis limitações. Nesse processo, o indivíduo pode precisar de ajuda, já que surgem questionamentos que o deixa inseguro e eleva sua ansiedade. Em alguns casos, o paciente terá de se abster da relação sexual, por exemplo, em decorrência de seu período de recuperação. Assim, tão logo já se perceba pronto, deve abordar essa questão com a equipe médica.
vida-sexual
02 – Quais são os cuidados que um paciente ostomizado deve ter com seu parceiro ?
O diálogo com seu(sua) parceiro(a) deve ser a principal ferramenta para determinar as principais necessidades do paciente. Dependendo do caso, haverá limitações quanto à posições e movimentos abruptos durante o sexo. Nessa situação, é o paciente quem indica o que mais lhe é confortável para buscar prazer.

03 – Quais estratégias podem ser adotadas entre o casal para facilitar as relações sexuais após a cirurgia?
Antes da relação deve-se evitar alimentos que provoquem flatulência e providenciar a higienização da bolsa, o que traz mais conforto para ambos. Além dos cuidados com os corpos que irão interagir, é importante lembrar que o prazer também pode ser alcançado sem penetração, com carícias e brincadeiras sexuais que são alternativas diante de algumas limitações.

GUSTAVO MESSINETI é psicólogo e especialista em terapia sexual pela FAMERP. Atuou como psicólogo no Hospital de Câncer de Barretos, Santa Casa de Misericórdia de Barretos e hoje atua como docente no SENAC.
CRP 06/102950

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